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Notícias /mercado / Minas Gerais

02 Junho 2016 | Vanessa Vieira

1ª MAX aborda engajamento em crowdfundig e poder de Big Data para o mercado

Painéis fizeram parte do primeiro dia do evento realizado em Belo Horizonte (MG)

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Palestra Big Data & Geração de Insights (Foto: Portal Exibidor)

A primeira edição da Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX, realizada na Serraria Souza Pinto, espaço da cidade de Belo Horizonte (MG), já começou nesta quarta-feira (01) com painéis sobre crowdfunding ou financiamento coletivo e Big Data (grandes dados, em tradução livre).

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Enquanto o primeiro encontro apontou a ferramenta de arrecadação como mais ligada ao engajamento de público do que de fato ao financiamento, a palestra sobre o uso de dados disponíveis da web destacou a força dessas informações que podem trazer novas ideias para o mercado audiovisual, facilitando inclusive processos de decisão.

A força de engajamento do financiamento coletivo

Diego Reeberg, sócio-fundador do Catarse, apresentou conceito de financiamento coletivo como mais “crowd” do que “funding”, ou seja, com mais ganhos em engajamento de público do que às vezes em financiamento propriamente dito. Ele destacou ainda o financiamento coletivo como um método complementar às arrecadações normais de projetos.

Como exemplo citou o case do financiamento coletivo para divulgação do nacional O Menino e O Mundo, que conseguiu mais de R$ 160 mil. Em 2015, o Catarse recebeu 419 projetos e repassou recursos na ordem de R$ 5 milhões.

Segundo pesquisa do Catarse, realizada em 2013, 88% dos apoiadores de projetos afirmam que financiam quando se identificam com a causa.

Outro case apresentado foi o do documentário Eu Maior. Fernando Schultz, diretor e produtor da Catalisadora informou que o projeto arrecadou mais de R$ 200 mil para sua finalização, tendo como principais patrocinadores fora do crowdfunding a NET e Cinemark. Para leva-lo às telonas, foram mais de R$ 150 mil.

O poder dos dados

A especialista em dados Letícia A. Pozza, da Cappra Data Science mostrou que os dados comportamentais dos usuários da internet estão disponíveis, mas não são utilizados pelo mercado, que muitas vezes nem sabe como acessá-los.

Esse material muitas vezes traz respostas a perguntas ainda não feitas.

Ela apresentou o case Netflix, que se baseia em dados para se reinventar e até para criar conteúdos originais como a série House of Cards.

Outro exemplo citado foi o Oscar, usaram dados para prever vencedores e acertaram quase todas as grandes premiações com exceção da Melhor Filme e de Melhor Roteiro Adaptado.

Ainda na área de cinema, antes de Star Wars: Episódio VII – O Despertar da Força ser lançado, pesquisas foram feitas para ver quais personagens do lado bom e mal eram os preferidos. Yoda teve 39% e Kylo Ren ficou 31%, ganhando inclusive do vilão clássico Darth Vader.

Confira a cobertura do primeiro dia da MAX.

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