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03 Junho 2016 | Vanessa Vieira

Minas Gerais Audiovisual Expo tem mapeamento do mercado e film commissions

Segundo dia do evento teve mais de 15 painéis

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Painel Cidades Audiovisuais: Film Commissions com Spcine, Rebrafic, Fundação Clóvis Salgado e Persona Filmes (Foto: Portal Exibidor)

Com sua primeira edição prevista para terminar no próximo domingo (05), a Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX teve nesta quinta-feira (02) seu segundo dia de programação com 17 painéis, seis encontros para distribuidoras e produtores, além da continuação da mostra “Imagem em Construção” e das rodadas de negócio. O evento é realizado em Belo Horizonte (MG) no espaço Serraria Souza Pinto e contou com apresentações dedicadas a temas diversos, com destaque para o mapeamento do mercado audiovisual brasileiro e a presença de representantes das film commissions do Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e do Estado de Minas Gerais.

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Mapeamento do mercado

O painel “Mapeamento do Mercado Audiovisual” contou com a participação de Débora Mazzei, coordenadora de economia criativa do SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas; Paulo Sérgio Almeida, diretor do portal FilmeB; e Marina Ferraz, gerente de ações institucionais do Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros – ICAB, braço da Associação Brasileira de Produtores Independentes de Televisão – ABPITV.

Apresentando a história e o crescimento da ABPITV, Marina apontou que a Lei 12.485, ou lei de cota de conteúdo anunciada em 2011, teve resultados expressivos para a entidade que viu seu número de associados crescer de 130 para cerca de 600 entre 2011 e 2016. A executiva também destacou que, em pesquisa do IBGE realizada entre 2007 e 2013, o valor injetado pelo audiovisual na economia brasileira cresceu mais de 65% no período. Em 2013 já eram R$ 22 bilhões movimentados pelo setor.

Débora também aproveitou para apresentar o que chamou de “ecossistema do audiovisual” com dados de pesquisa do SEBRAE realizada em 2012. De acordo com ela, a entidade contabilizou 8 milhões de pequenos negócios no Brasil, sendo 243 mil da economia criativa e 21 mil em audiovisual. Já em 2015, a pesquisa “Estudo de Inteligência de Mercado Audiovisual” apontou que o setor gerou 110 mil postos de trabalho no período.

Em relação ao cinema, Débora Mazzei apontou que dentre as maiores distribuidoras internacionais com atuação no País a que ficou com mais market share foi a Fox, com 26%, seguida pela Universal (20%) e Warner (10%). A executiva apontou também que das 2,8 mil salas de cinema que o Brasil já tinha em 2015, 1,7 mil estão digitalizadas. “A infraestrutura é um olhar importante para o setor audiovisual porque falamos muito do digital como modelo de consumo, mas isso é muito voltado para os grandes centros. Quando vamos para o interior do País a realidade é diferente, temos ainda lugares em que a energia é escassa”, explicou.

Débora também listou alguns dos eventos de mercado mais relevantes do Brasil e do mundo como o RioContentMarket e a Expocine, bem como de festivais internacionais e nacionais.

Já Paulo Sérgio apresentou as 10 capitais de Estados brasileiros que tiveram os maiores valores de ingresso per capita do País: Porto Alegre (RS) fica em primeiro lugar com 2,68 e Rio de Janeiro (RJ) em segundo com 2,55. A capital do Rio Grande do Sul também liderou o ranking de habitantes por sala com 20 mil pessoas por sala, seguida por Curitiba (PR) com 23 mil. A capital com mais salas é São Paulo (SP) com mais de 300 salas. O executivo também destacou que 92 milhões de brasileiros ainda fazem parte da população que não tem acesso aos cinemas e que, dos 92 milhões que têm acesso à exibição, 49 milhões formam o público brasileiro que assiste filmes em 3D.

Film Commissions: novos negócios para o Brasil

“Cidades Audiovisuais: Film Commissions” foi uma atração da MAX que trouxe representantes das film commissions do Sudeste do País com destaque para Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP) e, claro, o Estado de Minas Gerais.

O painel começou com Steve Solot, diretor executivo da Rede Brasileira de Film Commissions – REBRAFIC e presidente da Rio Film Commission, que apresentou o conceito de film commissions – entidades que promovem espaços de um País ou cidade como locações para filmagens – incluindo alguns de seus objetivos e benefícios para o setor audiovisual e a economia em geral. Alguns dos destaques foram a movimentação financeira nos locais escolhidos para filmagens internacionais e a contratação de produtoras brasileiras quando essas filmagens vêm para o País.

Representando a São Paulo Film Commission, anunciada em março deste ano pela Spcine junto ao lançamento do Circuito Spcine, estavam Tammy Weiss, coordenadora film commissions, e Daniel Celli, assessor. Ambos os profissionais são da Spcine e apresentaram alguns resultados que a film commission de São Paulo já conquistou desde o início oficial de seu funcionamento em 16 de abril. O órgão já recebeu 41 projetos cadastrados e atendeu 25, que têm expectativa de girar um total de R$ 7 milhões durante suas filmagens na capital paulista. Tammy informou também que 1.075 postos de trabalhos devem ser gerados na cidade durante essas filmagens que incluem projetos de cinco longas, quatro curtas, três documentários, entre outros projetos audiovisuais.

Edson Viana, coordenador de desenvolvimento econômico da RioFilme, parabenizou a Spcine pelos resultados e abordou um pouco do funcionamento da Rio Film Commission. Já Francisco Matias, diretor de audiovisual da Secretaria Estadual de Cultura – SEC, afirmou que a Minas Film Commission está se reestruturando e, em breve, deve lançar novo portal que a ajudará a ter mais agilidade. Só neste ano a entidade recebeu seis projetos entre longas, curtas e séries televisivas.

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- Cobertura completa do primeiro dia do evento

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