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14 Abril 2026 | Redação

LatAm Content Meeting transforma capital paulista em hub global de negócios do audiovisual

Primeiro dia do evento reuniu profissionais do audiovisual de mais de 20 países em São Paulo

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(Foto: Sergio Prado)

O primeiro dia do LatAm Content Meeting, em São Paulo, transformou a capital paulista em um hub global de negócios do audiovisual. Reunindo profissionais de mais de 20 países, o evento tem como objetivo estratégico: conectar produtoras independentes de não ficção da América Latina com as gigantes do streaming e da TV (OTTs). A abertura reforçou o peso institucional do setor, com a presença de lideranças como Juca Ferreira, pelo BNDES, Anna Paula Montini, presidente da Spcine, e Marília Marton, Secretária de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo.

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Para a Anna Paula Montini, o setor deve ser visto além das telas. “O mercado audiovisual é uma indústria estratégica. Precisamos enxergar os conteúdos não apenas como obras finalizadas, mas como ativos vivos capazes de gerar valor contínuo através da circulação internacional e da ativação de propriedades intelectuais.”

No painel “Quando Marcas Contam Histórias”, o debate girou em torno da evolução da publicidade para o entretenimento. Sabrina Nudeliman (Elo Studios), diz que é preciso focar em narrativas que engajam, e também destacou que a mudança no consumo exige que as marcas construam histórias reais. Fábio Brandão (Seed Filmes) e Alex Tavares (AT Filmes) pontuaram que o branded content de sucesso se alimenta do inesperado, típico do documentário. E para Eduardo Teixeira (Warner Bros. Discovery) e Camila Moraes (Record News) a aposta deve ser em novos formatos. Eles reforçaram que as marcas buscam hoje muito mais do que os tradicionais 30 segundos, focando em "entretenimento de impacto".

O debate “Regulando O Streaming: Impacto Nas Plataformas E Produtores De Conteúdos”, que contou com a presença de Luizio Felipe Rocha, da Strima, Matheus Peçanha, da API, e Mauro Garcia, presidente da BRAVI, deu ao público presente o atual cenário dos possíveis caminhos da regulação do streaming no Brasil e seus efeitos práticos sobre plataformas e produtores independentes. Garcia reforçou que não só os produtores e plataformas de streaming devem participar das discussões: “As redes sociais, como YouTube e TikTok, por atualmente serem grandes hubs de conteúdo devem participar desse debate”.

O diálogo com o público jovem foi um dos eixos centrais do painel “Como Vender, Financiar E Produzir Documentários De Natureza”. Tracy Beckett, da PBS Distribution, revelou que o segredo está na estética: o uso de trilhas sonoras urbanas, como o hip hop em documentários sobre abelhas, rompe com o formato tradicional e cria uma nova 'atitude' narrativa. Complementando essa visão, Maria Angela de Jesus, presidente da TV Cultura, destacou o papel das redes sociais. Para ela, as plataformas digitais funcionam tanto como vitrine para cortes de conteúdo quanto como um termômetro estratégico, onde o engajamento dos jovens dita os temas das próximas produções.

A mesa “Inside the Commission – Emissoras europeias” abordou os principais temas, interesses e meios de propor projetos. Com o fio condutor centrado nos tipos de produtos e linhas editoriais de cada emissora, France Television (Caroline Béhar) e Channel 4 (Shaminder Nahal), destacaram interesse em produções sobre momentos históricos, ciências e geopolítica, conteúdos com propósito e que gerem ruído na sociedade. Para Claudia Bucher, da Arte TV, a audiência para produções latino-americanas ainda é pequena, e o modelo que funciona é o financiamento de documentários locais, similar ao realizado no programa ‘Generation Africa’. O grande desafio, para Emma Hindley (BBC), não é a diversidade de produções, mas como lidar com a quantidade de ideias recebidas, e a postura adotada pela emissora é valorizar produções locais, fortalecendo as visões e percepções regionais.

E a mesa “O Molho Brasileiro na Programação” reuniu representantes dos canais brasileiros Arte 1/Band, Box Brasil, Canal Brasil, Futura e Globo para discutir a produção independente nacional. Mariana Seivalos (Futura) destacou que priorizar o conteúdo brasileiro é uma forma de valorizar o conhecimento dos produtores locais. Os demais painelistas — Caio Carvalho, Marina Pompeu, Ramiro Azevedo e Vivian Costa — reforçaram essa visão, detalhando estratégias para promover produções regionalizadas e estabelecer parcerias internacionais para exportação destes conteúdos.

No painel “Acordos De Cooperação Com O Brasil: China, França e Nova Zelândia”, Walkiria Barbosa (Federação da Indústria e Comércio Audiovisual) falou como representante do acordo bilateral com a China e anunciou as negociações que estão em curso para acordo de coprodução com outros países, como a Coreia do Sul e India. Caroline Nilkey, embaixadora da Nova Zelândia, apresentou como está estruturada a parceria para coprodução entre aquele país e o Brasil. E Jeanne Latourette, da embaixada francesa no Brasil falou sobre os acordos que estão bastante avançados e um deles inclusive em votação no senado nacional.

Latam Content Meeting

O LatAm Content Meeting reúne profissionais e empresas do setor de várias partes do mundo com o objetivo de conectar produtoras independentes de conteúdo da América Latina, focadas no segmento de não ficção, com gigantes globais do streaming e da TV (OTTs). Mais do que um encontro, o evento é uma plataforma desenhada para acelerar o mercado, gerando alianças de coprodução e abrindo portas para o conteúdo latino-americano no cenário internacional.

Em 2026, a programação é, mais uma vez, diversa e inclusiva, composta por oportunidades focadas em resultados, com reuniões one-to-one, sessões de pitching, espaços para networking e palestras com importantes players do Brasil e do exterior. O evento mantém a meta de fomentar os negócios que estarão nas telas nos próximos anos.

O Latam Content Meeting 2026 conta com patrocínio da ApexBrasil - Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, Sebrae Nacional, BNDES, Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, da Spcine, Governo do Brasil, e apoio institucional da São Paulo Negócios.

Mais informações em latamcontentmeeting.com.

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