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28 Abril 2026 | Yuri Cavichioli

MinC seleciona 163 projetos para comercialização em cinema com R$ 60 milhões em investimentos

Edital direciona recursos para circulação de filmes brasileiros nas salas, com recorte regional e ações afirmativas entre os critérios de seleção

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(Foto: Divulgação)

O Ministério da Cultura divulgou o resultado final do Edital de Comercialização em Cinema, com a seleção de 163 projetos que receberão cerca de R$ 60 milhões em investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). A iniciativa busca fortalecer o lançamento e a permanência de produções brasileiras no circuito exibidor. Ao todo, a chamada recebeu 295 inscrições.

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Do montante previsto, 50% dos recursos, o equivalente a R$ 29,95 milhões, será destinado a 68 projetos do eixo Rio-São Paulo. As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram 52 projetos, com R$ 16,7 milhões em investimentos, enquanto Sul, Minas Gerais e Espírito Santo reúnem 43 propostas contempladas, que somam R$ 13,25 milhões. Segundo o MinC, todas as propostas elegíveis dessas duas últimas macrorregiões foram aprovadas.

O edital também incorporou critérios de diversidade na seleção. Empresas vocacionadas com participação majoritária de pessoas negras, indígenas e pessoas com deficiência respondem por 22 projetos contemplados, com R$ 7,25 milhões em recursos. Desse total, 18 projetos liderados por pessoas negras concentram R$ 5,9 milhões, enquanto quatro iniciativas conduzidas por pessoas com deficiência reúnem R$ 1,35 milhão.

Entre os projetos selecionados, 124 obras têm participação de mulheres cis ou pessoas trans em funções como roteiro, direção ou produção. Esse grupo reúne R$ 44,65 milhões em recursos, o equivalente a 74,54% do total previsto pelo edital, reforçando o peso desses recortes na composição da carteira apoiada.

A próxima fase será a formalização dos contratos entre as empresas selecionadas e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), agente financeiro operador do FSA. O modelo prevê participação do fundo nas receitas futuras geradas pelas obras, em linha com a lógica de investimento adotada pelo mecanismo.

Para contratação e liberação dos recursos, as proponentes deverão estar regulares junto à Ancine. O processo também inclui reuniões de alinhamento com equipes técnicas da Secretaria do Audiovisual e da agência reguladora para orientar os procedimentos de formalização e desembolso.

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