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29 Junho 2016 | Natalí Alencar

Mercado cinematográfico se opõe à saída do Reino Unido da UE

Exibidores, distribuidores e atores se manifestam contrários ao referendo

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(Foto: Free Large Images)

Depois do resultado histórico do referendo que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia, diversos países e segmentos começaram a se manifestar sobre o resultado.

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E com a indústria cinematográfica não foi diferente. Exibidores, distribuidores, entidades ligadas à produção e celebridades se declararam preocupados com o futuro do segmento, justificando que muitas são as perdas em relação à cadeia como um todo. A decisão pode influenciar na produção dos conteúdos, no financiamento, subsídios, exportações e nos impostos.

“A decisão de sair da União Europeia pode ser um grande golpe para o cinema e a TV no Reino Unido. A partir de agora, não sabemos como ficarão nossas relações”, disse Michael Ryan, diretor do Independent Film & Television Alliance.

Produtores acrescentam que pode ser um desastre e é como se a indústria tivesse de se reinventar, tendo em vista que grandes produções nos últimos 25 anos foram coproduções com a Europa. Rebecca O’Brien , da Sixteen Films, e Jeremy Thomas são alguns dos defensores dessa corrente.

Os exibidores do Reino Unido demonstram certa desconfiança e sugerem cautela do mercado. Para se ter uma ideia, a Europa Cinemas, tinha em 1992 apenas seis cinemas no Reino Unido, agora conta com 53 cinemas, sendo que 20% da bilheteria da rede é de filmes britânicos, segundo informou o diretor geral, Claude-Eric Poiroux.

No mês passado, mais de 250 celebridades (Patrick Stewart, Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Keira Knightley, Jude Law e Steve McQueen) assinaram um documento já se antecipando à possível saída.

Diante da repercussão, Adrian Wootton, diretor executivo da British Film Commission and Film London, assegurou que a região continuará trabalhando em parceria com outros países, mantendo a competitividade das produções em todo o mundo.

Dentre as principais implicações da saída do Reino Unido da UE estão: moeda mais fraca, que pode até ser boa para os produtores, porém péssima para as bilheterias; as coproduções com a Europa e com Hollywood podem ser prejudicadas, pois não serão mais subsidiadas por programas de fomento europeus, como o Media, que investiu US$ 180 milhões entre 2007 e 2015; aumento na burocracia e impostos para locações.

Star Wars: O Despertar da Força foi uma das produções feitas no Reino Unido que teve ótimos resultados de bilheteria.

As informações são do ScreenDaily e do The Hollywood Reporter.

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