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16 Abril 2026 | Redação

Tecnologia CtrlMovie mergulha na imersão e experiência coletiva para público decidir andamento do filme

Nova tecnologia da Kino Industries permite que o espectador tome decisões para chegar a diversos finais diferentes

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(Foto: Reprodução)

Em um momento em que todo o mundo fala sobre a necessidade de experiências diferenciadas dentro das salas de cinema, a tecnologia CtrlMovie chega ao mercado para dar ao público um poder de decisão inédito no desenvolvimento do enredo dos filmes. No terceiro dia da CinemaCon 2026, a Kino Industries apresentou o painel "CtrlMovie: The Turning Point in Cinema - Engaging New Audiences and Redefining Theatrical Value" e mostrou uma possibilidade de imersão que promete revolucionar a experiência cinematográfica.
 
Para colocar o poder de decisão nas mãos dos espectadores é necessário que os cinemas instalem um aparelho conectado ao projetor DCP e utilizem um aplicativo que identifica o som do filme, permitindo que o público participe do desenrolar do enredo. Basta que a pessoa utilize seu próprio smartphone para sincronizar com o aplicativo através de um QR Code e, a partir daí, em cenas específicas, tem alguns segundos para definir o rumo dos personagens na história.
 
"É interessante imaginar o quanto isso pode impactar essa experiência coletiva e memorável dentro da sala de cinema e o quanto as pessoas podem querer retornar para ver o mesmo filme e diferentes finais", afirmou Victor Akira Sato, Executivo de Aquisição e Distribuição da Sato Company, em entrevista ao podcast especial do Portal Exibidor na CinemaCon. "Estou curioso para acompanhar o quanto essa tecnologia vai evoluir e se comportar com os diferentes cases que estão sendo desenvolvidos especificamente para esse fim, e também curioso para entender como o público vai se comportar e o quanto as comunidades vão se juntar para poder tomar esse tipo de decisão".
 
Durante o painel, a Kino Industries exibiu o terror Slay Day, filme que o público direciona a história por meio de mais de 50 pontos de decisão e conta com 50 finais diferentes. A empresa destacou que isso faz com que nenhuma sessão seja igual à outra e que a expectativa é que isso incentive o público a assistir ao filme novamente, explorando novos caminhos e finais alternativos que talvez não tenham experimentado antes. "Isso torna a experiência de cinema muito mais relevante e faz as pessoas voltarem para ver o mesmo filme algumas vezes. Gostei muito desse tipo de tecnologia de experiência e agora temos que acompanhar para entender como isso vai evoluir", completou Sato.
 
Mark Dragin, produtor de Slay Day, afirmou durante a apresentação que a nova experiência acabará com o silêncio dos cinemas, tornando-os vivos e fazendo o público reagir e interagir para tomar as decisões.
 
Mauro Gonzalez, Diretor de Negócios da Ingresso.com, esteve presente no painel e também apontou que a novidade deve redefinir o uso de celulares em uma sessão de cinema. "Na contramão do senso comum, a proposta incentiva não só manter o celular ligado durante a sessão, mas também interagir ativamente com ele. Isso nos coloca dentro da experiência, criando uma imersão coletiva enquanto aguardamos — e participamos — das escolhas que definem os rumos da história."
 
CtrlMovie no Brasil
 
Ainda não há expectativa de chegada da nova experiência premium nos cinemas brasileiros, mas os planos da Kino são ousados. O lançamento de Slay Day está programado para o dia 12 de fevereiro de 2027 em aproximadamente mil cinemas interativos nos Estados Unidos e a expectativa é de um lançamento global na sequência. Além disso, Paramount e CtrlMovie já fecharam o desenvolvimento do thriller psicológico Girl Crazy e de Alice Is Missing, um filme de mistério baseado no jogo de tabuleiro de RPG de mesmo nome. Durante a apresentação também foi revelado que outra produção interativa, Nightmare Manor, tem o início das filmagens marcado ainda para esse ano.
 
Sato lembrou que o público brasileiro costuma ser muito engajado, citando o exemplo da presença nas redes sociais, e que esse tipo de comportamento tem muito valor para esse tipo de experiência. Ele também apontou que o universo de games já costuma trabalhar nessa linha de o público interagir com a história para chegar em resultados diferentes, mas alertou para o fato de que a tecnologia por si só não será capaz de encher as salas de cinema. "É interessante a gente conseguir entender e explorar esse tipo de tecnologia, mas claro que o conteúdo tem que ser bem trabalhado e bem explorado para fazer a tecnologia vingar. Não é a tecnologia pela tecnologia, mas ela tem que estar muito bem alinhada com ótimas histórias e ótimos conteúdos. Estou curioso para acompanhar como o mundo vai reagir e os estúdios vão produzir conteúdos específicos para essa linha."

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