Netflix aumenta receitas em 16% no 1º trimestre e consegue lucro líquido recorde com taxa de rescisão da Warner
Taxa de rescisão de US$ 2,8 bilhões paga pela Paramount aumentou lucro líquido em 83%
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(Foto: Divulgação)
Nesta quinta-feira (16) a Netflix divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2026 e a receita entre os meses de janeiro e março foi de US$ 12,25 bilhões. A gigante do streaming também aumentou seu lucro líquido em 83% graças ao pagamento de US$ 2,8 bilhões feito pela Paramount pela rescisão do contrato de aquisição daWarner. As informações são do portal Variety.
O resultado atingido nas receitas significa um aumento de 16,2% em relação ao mesmo período de 2025. Entre os territórios de atuação da empresa, o aumento foi de 14% nos Estados Unidos e Canadá; 17% na Europa, Oriente Médio e África; 19% na América Latina; e 20% na região da Ásia-Pacífico. Com base nesses resultados, a Netflix reiterou sua previsão anterior de receita entre US$ 50,7 bilhões e US$ 51,7 bilhões para o ano de 2026.
Embora o serviço de streaming não divulgue mais o número total de assinantes trimestralmente, afirmou que atribuiu o crescimento da receita do primeiro trimestre a uma "receita de assinaturas ligeiramente superior à planejada".
No dia 26 de março a Netflix anunciou um novo aumento de preço das assinaturas nos Estados Unidos, mas ainda não houve impacto nesses resultados, tendo em vista que os novos valores entraram em vigor apenas em abril. Esse efeito , portanto, será mais evidente nos resultados do próximo trimestre.
No segundo trimestre, a Netflix prevê um crescimento de 13% em seu faturamento. O segmento de publicidade da empresa, criado recentemente, tem expectativa de atingir US$ 3 bilhões em receitas em 2026, dobrando o montante em relação ao ano anterior.
"Como observamos na carta do último trimestre, o crescimento da amortização de conteúdo será concentrado no primeiro semestre devido ao cronograma de lançamentos de títulos. Esperamos que o segundo trimestre apresente a maior taxa de crescimento anual da amortização de conteúdo em 2026, antes de desacelerar para um crescimento entre 5% e 9% no segundo semestre do ano", diz um trecho do comunicado divulgado.
O lucro líquido do trimestre foi de US$ 5,28 bilhões, com um fluxo de caixa livre de US$ 5,09 bilhões, o que representa aumentos de 83% e 91% respectivamente em relação aos resultados de 2025, graças à multa paga pela Paramount no processo de aquisição da Warner.
Mudanças
Em uma carta aos acionistas, que acompanhou a divulgação dos resultados financeiros, a Netflix revelou que o cofundador, presidente do conselho e ex-CEO Reed Hastings decidiu deixar o conselho da empresa em junho. Hastings deixou o cargo de co-CEO em 2023 e Ted Sarandos assumiu a posição de CEO, ao lado de Greg Peters, que foi promovido a diretor de operações.
"Nossa missão permanece ambiciosa e inalterada: entreter o mundo. Nenhuma outra empresa de entretenimento tentou programar nessa escala, para tantos gostos, culturas e idiomas. A Warner Bros. teria sido um ótimo acelerador para nossa estratégia, mas apenas pelo preço certo. Temos diversas maneiras de atingir nossos objetivos (incluindo produção, licenciamento e parcerias) e estamos constantemente buscando alocar nossos recursos às oportunidades mais atraentes para maximizar o valor que entregamos aos nossos assinantes", afirmou a Netflix na carta.
Força nos cinemas?
Alguns dias antes da divulgação dos resultados financeiros, na terça-feira (14), o portal The Wrap divulgou que a Netflix estaria cogitando lançar mais filmes nos cinemas. No domingo (12), durante a CinemaCon, Ted Sarandos teria se reunido com os CEOs da AMC (Adam Aron), da Regal (Eduardo Acuna) e da Cinemark (Sean Gamble) para discutir a possibilidade de ampliar as janelas de exibição das produções da empresa nas telonas.
A Netflix não comentou a notícia, mas fontes ouvidas pelo portal afirmaram que Sarandos se encontrou primeiro com exibidores estrangeiros e depois com membros da Cinema United, grupo que representa os exibidores dos Estados Unidos.