20 Maio 2026 | Yuri Cavichioli
Disney quer público do streaming nos cinemas com “Star Wars: O Mandaloriano e Grogu”
Cabine para exibidores trouxe a estratégia de lançamento com foco em formatos premium e campanha voltada à experiência em sala
A Disney apresentou, durante cabine para exibidores realizada em 14 de maio, no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo (SP), detalhes das expectativas e da estratégia de divulgação para Star Wars: O Mandaloriano e Grogu, novo longa da franquia que marca o retorno desse universo aos cinemas. O plano de lançamento combina aposta em formatos premium, experiência diferenciada em sala e a tentativa de atrair para os cinemas o público já consolidado da saga no streaming.
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O filme, marcado para estrear na próxima quinta-feira, (20), é continuidade direta de uma propriedade já estabelecida no Disney+, e acompanha Grogu e o caçador de recompensas Din Djarin, interpretado por Pedro Pascal, em uma nova missão pela galáxia. Com a queda do Império, a Nova República tenta estabelecer a ordem enquanto a dupla rastreia esconderijos de remanescentes imperiais. O enredo dá sequência aos acontecimentos da série The Mandalorian, principal produção do universo Star Wars na plataforma.
Thiago Pelli, gerente sênior de vendas da Disney, afirmou que um dos principais objetivos da distribuidora com o lançamento é converter para os cinemas a audiência já consolidada da franquia no streaming. “Ele é a grande propriedade do Disney+. Aqui a gente tem um desafio interno e estamos trabalhando para isso, que é converter o público do streaming para o cinema. É o retorno de todo o universo Star Wars para os lançamentos primeiro na janela do cinema, isso é muito especial para a franquia".
A coordenadora de trade marketing da empresa, Eva Mesquita, destacou a estratégia comercial construída para comunicar o longa como uma experiência voltada às salas de cinema. Segundo ela, a campanha foi estruturada com o apoio de fornecedores de tecnologias premium e disponibilidade para ações promocionais ligadas ao lançamento. “É um filme que tem vários materiais de IMAX, Dolby, D-BOX, RealD 3D e outros formatos. A ideia é que vocês divulguem como algo para ser visto nos cinemas mesmo.”
O estúdio também detalhou os cuidados operacionais previstos para a exibição. A versão standard contará com aproximadamente 20 minutos de tela expandida, recurso em que a proporção da imagem se altera em momentos específicos da sessão. O conteúdo será entregue tanto em versões flat quanto scope, exigindo atenção dos exibidores para que a projeção ocorra no formato correto e preserve a experiência visual planejada. Caso um arquivo flat seja exibido incorretamente em projeção scope, por exemplo, a imagem pode sofrer distorções no enquadramento.
“É uma ideia do diretor, Jon Favreau, de explorar o impacto do cinema em sua máxima potência”, contou Pelli, complementando que esse diferencial técnico faz parte da estratégia comercial do lançamento justamente por associar a experiência do longa a atributos exclusivos da exibição em sala, especialmente em formatos premium.
Calendário de lançamentos e aposta na base do streaming
A Disney aproveitou a cabine para contextualizar seu momento no mercado brasileiro e antecipar expectativas para os próximos lançamentos. Segundo a empresa, Lilo & Stitch já soma R$ 116 milhões em bilheteria e cinco milhões de espectadores no Brasil, colocando o país como o terceiro maior mercado internacional do filme. A companhia informou ainda participação de 31% de market share no período, indicador que mede a fatia de mercado em bilheteria.
Segundo Pelli, o desempenho brasileiro também destoa da operação regional, já que, de acordo com ele, o país é o único mercado latino-americano em que a distribuidora lidera atualmente.
Entre os próximos lançamentos previstos estão Toy Story 5, Moana e Se Eu Fosse Você 3. A produção nacional, lidera indicadores de reconhecimento e interesse entre os concorrentes da janela de estreia, de acordo com levantamento da Nielsen apresentado durante o encontro.
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