Pesquisa mostra que 44,4% dos domicílios brasileiros possui pelo menos um serviço de streaming
Percentual representa um crescimento de 1,5 milhão de domicílios em relação ao ano anterior
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(Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (2/7) o módulo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), trazendo números detalhados sobre o acesso à internet, televisão e à posse de telefone móvel no Brasil. De acordo com o relatório, em 2025, 44,4% dos domicílios brasileiros possuíam pelo menos um serviço de streaming.
O número de lares com esse tipo de assinatura vem crescendo ano a ano no país. – em 2024, eram 43,4% das residências. Em números absolutos, o percentual de 2025 representa 33,4 milhões de domicílios que possuíam acesso a serviço pago de streaming, um aumento de 1,5 milhão em comparação a 2024. Todas as grandes regiões apresentaram crescimento, com destaque para a Centro-Oeste que subiu 2,6% e agora lidera com 51,5%. Enquanto isso, a região Nordeste registrou a menor variação, 0,7% e a menor taxa, 30,7%.
Dentre os domicílios que tinham acesso a serviço pago de streaming, 91% também consumiam canais de televisão: 85,7% por meio de sinal de televisão aberta e 38,9% em TV por assinatura. Por outro lado, 9% dos que acessavam streaming pago de vídeo não tinham televisão aberta ou por assinatura, percentual que era de 8,2% em 2024.
O rendimento médio mensal real per capita nos domicílios que tinham acesso a serviço pago de streaming foi de R$ 3.072, representando mais que o dobro daqueles que não possuíam acesso a esse serviço (R$ 1.454). Para os domicílios com acesso pago a streaming, bem como a canais fechados de televisão, o rendimento médio foi de R$ 4.241.
Internet chega a 95% dos domicílios
A internet é requisito básico para acesso aos serviços de streaming e, de acordo com o TIC, era utilizada em 95% das moradias (76 milhões) do país em 2025, um aumento de 1,3% ou 2,7 milhões de domicílios em relação a 2024. Nos quatro milhões de domicílios em que não havia utilização da Internet, os três motivos que mais se destacaram foram: nenhum morador sabia usar (36,5%), serviço era caro (25,9%) e falta de necessidade (25,2%).
Nos domicílios em que havia utilização da Internet, o percentual dos que usavam banda larga móvel passou de 84,2% para 85,9%, entre 2024 e 2025. Já o percentual dos que utilizavam a banda larga fixa aumentou de 88,9% para 89,2% nesse mesmo período. A Região Norte apresentou o maior aumento no percentual de residências com banda larga fixa (1,5%), embora tenha a menor proporção entre as regiões (86,2%). A Região Nordeste, com aumento de 0,5% em 2024, continua sendo a que tem maior proporção (92,8%) de banda larga fixa.
O menor percentual de domicílios com banda larga móvel estava no Nordeste (72,4%), enquanto as demais regiões apresentaram taxas superiores a 80%, chegando a 91,9% na Região Sudeste. Em 2025, nos domicílios em que havia utilização da Internet, a parcela que utilizava conexão discada foi de apenas 0,2% no Brasil.
Streaming cresce e TV por assinatura cai
Em 2025, 17,7 milhões ou 23,5% dos domicílios com televisão tinham acesso a serviço de TV por assinatura, redução de 0,8% frente a 2024. Essa proporção foi de 24,9% em áreas urbanas e de 11,6% em áreas rurais, o que corresponde a 0,7% e 2,0% a menos em relação a 2024, respectivamente. A Região Sudeste continuou detendo o maior percentual de casas com acesso a serviço de TV por assinatura (30,0%), enquanto a Região Nordeste permaneceu com o menor (11,6%). Destaca-se a Região Centro-Oeste (24,6%), que apresentou crescimento de 2,0% frente a 2024, quando representava 22,6%. O rendimento médio per capita nas residências com TV por assinatura (R$ 3.746) foi mais que o dobro daqueles sem esse serviço (R$ 1.871).
Nos lares sem TV por assinatura, 26,1% não o adquiriram por considerá-lo caro e 62,2% por não haver interesse pelo serviço. Aqueles que não tinham o serviço porque os vídeos (inclusive de programas, filmes ou séries) acessados pela Internet o substituíram representavam 10%, enquanto os que não o possuíam por não estar disponível na área em que se localizava o domicílio somavam apenas 0,9%.