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Artigo / Tendências & Tecnologia

07 Abril 2021

Vamos nos encontrar em Las Vegas?

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A indústria de Feiras e Eventos, que movimenta US$11 bilhões a cada ano, está lentamente voltando à vida após um ano perdido e com várias ações online, onde poucas fizeram sucesso.

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A questão é descobrir se os participantes em potencial estão prontos para se amontoar em centros de exposições, salões de reuniões e bares de hotel, para construir relacionamento corporativo e desenvolvimento de negócios.

 

Feiras e convenções praticamente pararam com a pandemia de Covid-19. Muitas organizações tentaram reuniões virtuais, mas o envolvimento dos participantes era geralmente inferior em comparação com os antigos eventos ao vivo.

 

Olhando para trás, os eventos de 2019 que atraíram pequenas multidões com mais de 3.000 pessoas circulando em áreas de exposições, foram considerados de pequeno porte para uma feira comercial. Este ano, tenho certeza de que a mesma quantidade de pessoas representará um bom começo, marcando a retomada dessa indústria.

 

Os eventos já recomeçaram nos EUA, principalmente em Orlando e Las Vegas, os dois principais centros de eventos das Américas. Os Organizadores afirmam que o objetivo deste ano é descobrir como a realização de conferências pode funcionar em uma pandemia.

Até agora os protocolos para participação desses eventos “pioneiros”, impõem o uso de máscaras, verificações de temperatura, testes Covid-19, desinfetante para as mãos e avisos nos locais e, também nos websites de “nada de abraços ou apertos de mão este ano”. Os estandes mais espaçados, os corredores sem carpetes e as marcações no chão lembrando os participantes de manter distância eram onipresentes.

 

Alguns relatórios de pesquisas apontam que as vendas de muitas empresas não foram afetadas por sua ausência em feiras. As empresas economizaram o dinheiro que antes era gasto em patrocínios, estandes, material de apoio, viagens e hotéis. Essa análise, mesmo sendo relevante, eu creio que não seja justa, pois a análise foi construída num momento que não havia outra opção, diante dos cancelamentos dos trade-shows.

 

A participação em feiras impulsiona as vendas e, também constrói relacionamento, ampliando os horizontes corporativos e, também pessoais dos seus participantes.

Um trade-show é um ótimo lugar para organizar reuniões com vários clientes e, dessa forma a viagem, hospedagem e entretenimento são relativamente baratos quando um grande número de reuniões é realizado em um curto espaço de tempo.

 

Então os expositores e participantes vão querer voltar?

Talvez o maior impacto recaia sobre os trade-shows com sessões educacionais, podendo ser, as sessões, menos importantes agora que as pessoas estão acostumadas com os webinars.

Os produtores de feiras têm um desafio pela frente, pois uma parte expressiva do público participa dos eventos por causa das sessões de educação, e não por ser potencial comprador, não agregando muito valor aos expositores.

 

A recuperação completa não é esperada pelos próximos dois anos, dizem os executivos do setor, e muitas perguntas agora enfrentam os organizadores e as empresas que dependem das “aglomerações”:

  1. Com que rapidez os programas dos eventos e atividades, que exigem meses de planejamento, podem voltar ao calendário?
  2. Os participantes estão realmente prontos e dispostos para o corpo a corpo demandado nos grandes trade-shows?
  3. Como será o equilíbrio entre exposição e sessões educacionais? E como isso impactará no valor das taxas de inscrições?
  4. Após mais de um ano de eventos online, o presencial retomará o seu lugar?

 

Ainda não sabemos as respostas, mas vamos acompanhar cada passo, cada centímetro recuperado.

 

Luiz Fernando Morau
Luiz Fernando Morau | morau@lfmorau.com

Profissional sênior em infraestrutura, desenvolvimento e integração de soluções no audiovisual, digital cinema, broadcast, VR, AR e digital signage. Sócio e CEO da Integradora Digital.

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