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Artigo / Tendências & Tecnologia

04 Maio 2021

Olhai por nós

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Vamos falar sobre o indivíduo, pois cada um de nós é parte da engrenagem que produz e movimenta a economia criativa.

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A indústria do entretenimento parece que foi deixada a margem dos diversos planos de reabertura da economia. Os profissionais da indústria se sentem em apuros, sem saber quando poderão retomar suas atividades porque, o setor não é visto como relevante, pela quase totalidade das previsões para retirada gradual das restrições do COVID-19.

São milhares de profissionais do entretenimento, que migraram para outras atividades e não retornarão imediatamente, ainda mais sendo o segmento colocado na última prateleira das prioridades.

A debandada se dá por questões de sobrevivência e, agora temos Engenheiros e Técnicos de Som transformados em cervejeiros, Operadores de Câmera atuando na gastronomia caseira, Iluminadores trabalhando como motoristas. O retorno às antigas funções será parcial, pois a indústria do entretenimento perdeu muito de sua atratividade como contratante, diante do tratamento recebido das autoridades.

As associações da categoria estão fragilizadas e com fator de aglutinação reduzido, afinal as contribuições dos seus associados foram interrompidas, diminuindo o seu poder de ação.

A falta de um plano para os profissionais do entretenimento deixou muitas incertezas sobre quais serão os próximos passos nos Estúdios, Cinemas, Teatros, Museus, Parques, Shows, entre outros, que estão com o moral abalado.

A introdução de um passaporte de vacina pode ajudar a permitir a realização de atividades de entretenimento, conforme já ocorre em Israel e, deverá ocorrer em outros países. O certificado de vacina é uma atenuante para se reunir com segurança, aliado aos protocolos de cada região, além de estimular a população a se vacinar.

A COVID-19 mudou a forma como a indústria do entretenimento funciona e afetou todos os negócios diretos e indiretos. Como em muitos outros segmentos, foi imposto o distanciamento social, mas no entretenimento colocou-se em xeque o princípio básico do setor, a aglomeração de pessoas, na busca por emoções e troca de sensações. Para os profissionais do entretenimento não foi diferente, mas à custa de várias posições de trabalho por conta da interrupção das atividades.

Alguns setores encontraram alternativas na tecnologia, para adequar suas atividades aos protocolos de segurança da COVID-19, tais como os estúdios virtuais, que possibilitam produções com um terço das equipes pré-pandemia, tornando viável gravar com menor aglomeração. A consequência disso é que ficou demonstrado ser possível menos profissionais no set de filmagem, desde que os recursos tecnológicos compensem a eliminação de postos de trabalho. Isso deverá continuar, mesmo na futura normalidade, complicando ainda mais para os profissionais da área.

As cenas dos próximos capítulos ainda estão em desenvolvimento. Estamos todos curiosos para saber se teremos um final feliz.

Luiz Fernando Morau
Luiz Fernando Morau | morau@lfmorau.com

Profissional sênior em infraestrutura, desenvolvimento e integração de soluções no audiovisual, digital cinema, broadcast, VR, AR e digital signage. Sócio e CEO da Integradora Digital.

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