29 Agosto 2025 | Redação
Temporada de verão no hemisfério norte fica abaixo das expectativas e bilheterias não irão superar a marca de US$ 4 bilhões no período
Marca de US$ 4 bilhões só foi superada em 2023 após a pandemia devido ao fenômeno "Barbenheimer"
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À medida que o verão no hemisfério Norte se aproximava, Hollywood estava otimista que os diversos títulos de sucesso programados para o período conseguiriam impulsionar as vendas de ingressos acima de US$ 4 bilhões pela segunda vez desde a pandemia. Todavia, com US$ 3,53 bilhões arrecadados até 24 de agosto, fica claro que as bilheterias ficarão aquém desse patamar. As informações são do Variety.
Como dito anteriormente, a Comscore divulgou que a receita total de 1º de maio a 24 de agosto foi de "apenas" US$ 3,53 bilhões. A temporada de verão, vale destacar, costuma ser o período mais lucrativo para a indústria cinematográfica, com as receitas representando cerca de 40% da bilheteria anual. Desde a pandemia, a única vez que a venda de ingressos ultrapassou a marca de US$ 4 bilhões foi em 2023, durante os dias de glória de "Barbenheimer".
Lilo & Stitch (Disney) foi a maior bilheteria de verão com uma arrecadação de US$ 421 milhões e US$ 1,03 bilhão globalmente, sendo a única produção de Hollywood a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão em 2025. Outros destaques globais foram Jurassic World: Recomeço (Universal), com US$ 844 milhões, Como Treinar o Seu Dragão (Universal), com US$ 626 milhões, Superman (Warner), com US$ 604 milhões, F1: O Filme (Warner), com US$ 603 milhões, além dos surpreendentes desempenhos de Amores Materialistas (Sony) e A Hora do Mal (Warner), que arrecadaram US$ 85 milhões e US$ 199 milhões, respectivamente.
Por outro lado, houve produções que, apesar de conseguirem números satisfatórios, ficaram bem abaixo das expectativas. Missão: Impossível - O Acerto Final (Paramount), por exemplo, arrecadou US$ 597 milhões. Entretanto, seu orçamento exorbitante de US$ 400 milhões torna os resultados decepcionantes. Outros filmes que ficaram abaixo das expectativas foram Thunderbolts* (Disney) [US$ 382 milhões], O Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (Disney) [US$ 471 milhões], Elio (Disney) [US$ 150 milhões] e M3gan 2.0 (Universal) [US$ 39 milhões].
A título de comparação, os três anos anteriores tiveram sucessos descontrolados que se destacaram na temporada de verão, algo que não aconteceu em 2025:
- - 2024: Divertida Mente 2 (Disney) | US$ 1,69 bilhão
- - 2023: Barbie (Warner) | US$ 1,44 bilhão
- - 2022: Top Gun: Maverick (Paramount) | US$ 1,49 bilhão
"No papel, 2025 ostentava uma das melhores listas de filmes de verão de todos os tempos. O que não foi considerado é que o ecossistema cinematográfico de verão é muito frágil e não há margem para erro. Agosto deste ano foi quando as coisas realmente desaceleraram. Sem um sucesso remanescente de julho como 'Deadpool & Wolverine' do ano passado, o ritmo foi prejudicado na reta final da temporada", disse Paul Dergarabedian, analista sênior da Comscore.
Embora abaixo das expectativas, as receitas deste ano conseguiram superar os US$ 3,52 bilhões do verão passado, bem como a arrecadação de US$ 3,41 bilhões de 2022. Entretanto, a venda de ingressos ainda não retornou ao patamar pré-pandemia, como a bilheteria total de US$ 4,38 bilhões do verão de 2019.
Apesar dos resultados, Hollywood conta com diversos títulos preparados para a temporada de outono para fechar o ano em alta. Em setembro chegam aos cinemas Invocação do Mal: O Último Ritual (Warner), Downton Abbey: O Grande Final (Universal), o grande orçamento de Paul Thomas Anderson e Leonardo DiCaprio, Uma Batalha Após a Outra (Warner), Tron: Ares (Disney), e a adaptação dos videogames, Mortal Kombat 2 (Warner), que estreia em outubro.
"Agosto, setembro e outubro são os meses mais fracos do ano para o público cinematográfico. A bilheteria acumulada em 2025 deve continuar a crescer em relação a 2024, mas em ritmo lento", finalizou David A. Gross, diretor da consultoria Franchise Entertainment Research.
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