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25 Maio 2026 | Redação

"Fjord" vence a Palma de Ouro e Neon leva principal prêmio de Cannes pela 7ª vez consecutiva

Distribuidora dá continuidade a sequência de vitórias que se iniciou em 2019 com "Parasita"

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(Foto: Divulgação)

Em uma disputa dominada por produções europeias, o diretor romeno Cristian Mungiu conquistou a Palma de Ouro, principal prêmio do Festival de Cannes, pela segunda vez em sua carreira. A primeira vitória aconteceu em 2007, com 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dois, e 19 anos depois a honraria veio com Fjord. A premiação da 79ª edição do festival, realizada no último sábado (23), também foi especial para a Neon, que venceu a competição pela sétima vez seguida. As informações são dos portais Variety, Indiewire e Estadão.
 
A vitória tornou Mungiu o décimo cineasta a vencer o prêmio duas vezes, Seu novo trabalho retrata uma família de cristãos evangélicos, formada por um pai romeno e uma mãe norueguesa, envolvida em um caso de abuso infantil. Quando a filha do casal aparece na escola com machucados pelo corpo, criam-se suspeitas sobre o tratamento que as crianças recebem em casa.
 
Fjord estava apontado como um dos favoritos ao prêmio ao lado de Minotaur, do diretor russo - agora exilado na França - Andrey Zvyagintsev. A produção marcou a volta do diretor aos trabalhos após um hiato de nove anos e uma batalha quase fatal contra a Covid-19 alguns anos atrás. Apesar de não levar a Palma de Ouro, Zvyagintsev marcou seu retorno aos grandes palcos vencendo o Grand Prix, o segundo mais importante do festival.
 
Mungiu destacou a qualidade de todas as outras produções ao lembrar que todos os prêmios dependem do contexto no qual são entregues. "O fato de vocês me terem dado este prêmio é maravilhoso para nós e nos sentimos muito felizes, mas precisamos esperar 10, 20 anos para rever esses filmes, e talvez então entendamos quais deles eram realmente bons e conseguiram resistir ao teste do tempo."
 
Quem também celebrou a conquista foi a Neon, que consolidou sua supremacia no principal prêmio de Cannes ao receber a honraria pela sétima vez consecutiva. A sequência da distribuidora teve início em 2019, com Parasita, e ainda contou com Titane (2021), Triângulo da Tristeza (2022), Anatomia de Uma Queda (2023), Anora (2024) e Foi Apenas Um Acidente (2025).
 
Já o prêmio de Melhor Diretor proporcionou algo que, apesar de incomum, se tornou recorrente em Cannes: a divisão da vitória. Os vencedores foram o polônes Pawel Pawlikowski, por Fatherland, e a dupla espanhola Javier Calvo e Javier Ambrossi - conhecidos como "Los Javis" -, por La Bola Negra. Os espanhois  também foram responsáveis por um dos momentos mais emocionantes da cerimônia ao homenagearem seus antepassados LGBTQIAP+. "A única maneira de honrarmos o sofrimento, o silêncio, a morte das pessoas LGBTQIAP+ que vieram antes de nós é garantir que a próxima geração tenha a mesma liberdade, ou até mais."
 
Outras importantes categorias que contaram com dupla premiação foram as de atuação. Na categoria feminina, as vencedoras foram a francesa Virginie Efira e Tao Okamoto (a única pessoa não europeia a receber um prêmio do júri) por suas atuações em Soudain, enquanto Emmanuel Macchia e Valentin Campagne dividiram o prêmio masculino pelos seus trabalhos em Coward.
 
O Prêmio do Júri foi para a diretora alemã Valeska Grisebach por Das Geträumte Abenteuer. O francês Emmanuel Marre, por sua vez, levou o trofeu de Melhor Roteiro por Notre Salut, enquanto o Caméra d'Or de melhor longa-metragem entre todas as seções do festival foi entregue para a cineasta ruandesa Marie Clémentine Dusabejambo, por Ben’Imana.
 
Participação brasileira nas premiações
 
Além dos vencedores na principal mostra competitiva de Cannes, outros prêmios paralelos foram entregues e tiveram a marca brasileira. Na mostra Un Certain Regard, Elefantes na Névoa, coprodução entre Brasil, Nepal, Alemanha, França e Noruega, venceu o Grande Prêmio do Júri.  O brasileiro Lucas Acher foi o grande vencedor do prêmio La Cinef, voltado a revelar e incentivar novos talentos, com o curta-metragem Laser-Gato. E La Perra, coprodução entre Brasil e Chile, foi apresentado na Quinzena dos Cineastas e recebeu o prêmio Palm Dog, dado ao filme que tenha um personagem canino com mais destaque. 
 
Confira todos os vencedores:
 
Competição

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  • - Palma de Ouro: Fjord, de Cristian Mungiu
  • - Grand Prix: Minotaur, de Andreï Zviaguintsev
  • - Prêmio do Júri: Das Geträumte Abenteuer, de Valeska Grisebach
  • - Melhor atriz: , Virginie Efira e Tao Okamato por Soudai.
  • - Melhor Diretor: Javier Calvo e Javier Ambrossi, por La Bola Negra; e Pawel Pawlowski, por Fatherland
  • - Melhor Ator: Emmanuel Macchia e Valentin Campagne, por Coward
  • - Melhor Roteiro: Emmanuel Marre, por Notre Salut

Outros prêmios
 
  • - Câmera de Ouro: Marie Clémentine Dusabejambo, por Ben’Imana
  • - Palma de Ouro de Curta-Metragem: Federico Luis, por Para Los Contrincantes
  • - Pala de Ouro Honorária: Peter Jackson; Barbra Streisand ; John Travolta

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