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26 Maio 2026 | Yuri Cavichioli

Mostra Ecofalante chega à 15ª edição reunindo mais de 100 filmes

Festival terá produções premiadas de 27 países com programação gratuita em São Paulo (SP)

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(Foto: Divulgação)

A Mostra Ecofalante de Cinema realiza sua 15ª edição entre 28 de maio e 10 de junho, em São Paulo (SP), com programação gratuita composta por 104 filmes de 27 países. As sessões acontecem no Reserva Cultural, no Centro Cultural São Paulo e em outros 28 espaços do Circuito Spcine. Parte da seleção também será disponibilizada nas plataformas Itaú Cultural Play e Spcine Play.

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A edição deste ano reúne produções premiadas em festivais como Cannes, Sundance, Locarno, Montreal, Guadalajara e Tribeca, além de títulos exibidos em Berlim e Roterdã. A programação inclui documentários inéditos no Brasil e em São Paulo, além de produções com circulação recente no circuito internacional. Já a agenda de debates reúne convidados de diferentes áreas para encontros sobre emergência climática, colonialismo, povos originários, feminismos, democracia, ética, justiça, educação e saúde mental, em diálogo com filmes da programação.

A abertura para convidados será com O Urso Inconveniente, vencedor do grande prêmio do júri para documentários no Festival de Sundance. Entre os destaques internacionais estão O Grande Lago Salgado, com produção executiva de Leonardo DiCaprio, e À Deriva: 76 Dias Perdido no Mar, que tem Ang Lee entre os produtores executivos.

A homenageada desta edição é a produtora Zita Carvalhosa, responsável pela produção executiva de 59 obras entre longas, curtas e séries. Fundadora do Kinoforum – Festival Internacional de Curtas de São Paulo e das Oficinas Kinoforum de Realização Audiovisual, ela terá parte de sua filmografia revisitada pela mostra. A seleção dedicada à homenageada inclui O Cineasta da Selva, Carvão, , Distraída para a Morte, A Alma do Negócio e Onde São Paulo Acaba, reunindo produções realizadas entre 1994 e 2022.

Entre os títulos internacionais confirmados está Nossa Terra, primeiro documentário dirigido por Lucrecia Martel, exibido anteriormente em Veneza, Londres e Locarno. Também integram a programação Runa Simi, Rompendo Rochas, Querido Amanhã, Você Me Ama, Partition e Yalla Parkour. Uma programação ligada ao Oriente Médio inclui Os Gêmeos de Gaza, Os Leões do Rio Tigre, Jerusalém, a Lei da Pedra e Partition, títulos relacionados aos debates sobre guerra, memória e apagamentos históricos.

No eixo ambiental, estão filmes como Bangladesh Submersa, O Grande Lago Salgado, Suriname, a Lei do Rio e a do Dinheiro, O Silêncio da Terra e O Sal de Katwe, entre outras produções ligadas à crise climática, território e impactos ambientais.

A edição de 2026 conta com 51 produções brasileiras nas mostras competitivas. Os títulos representam o Distrito Federal e 19 estados, distribuídos entre longas, curtas e produções estudantis.

Na competição Territórios e Memória, a seleção reúne 12 longas e 19 curtas voltados a temas sociais e ambientais brasileiros. Entre os longas está Arquivo Vivo, novo filme de Vincent Carelli, exibido em première mundial.

Também integram a competição brasileira A Fabulosa Máquina do Tempo, Amazônia Oktoberfesta, Até Onde a Vista Alcança, Minha Terra Estrangeira, Movimento Perpétuo, Na Passagem do Trópico, Nimuendajú, Mounir, Benvindos e O Jardim de Maria.

O Concurso Curta Ecofalante reúne 20 produções realizadas por estudantes de ensino superior, técnico, livre e médio. Os filmes abordam temas como direitos indígenas, questões raciais, educação, religiosidade, saúde mental, direitos LGBTQIA+ e trabalho.

Já a seção histórica da edição de 2026 é dedicada ao Flaherty Film Seminar, iniciativa criada em 1955 e associada ao documentário independente. A retrospectiva reúne obras exibidas ao longo da trajetória do seminário, incluindo Nanook, o Esquimó, Harlan County: Tragédia Americana, Remontagem, Para Sempre Condenadas, Tempo de Embebedar Cavalos e Sombras Reveladas. O diretor Sami van Ingen participa da mostra com uma masterclass.

Nos Programas Especiais estão Aprender, da diretora Claire Simon, Lendo o Mundo, sobre os primeiros anos da atuação de Paulo Freire, além de Tietê: Águas Verdadeiras, A Economia da Esperança e Longe dos Holofotes.

O programa Ecofalante Educação integra a programação com sessões em CEUs e escolas da rede pública, filmes infantis, oficinas e atividades formativas. A iniciativa também mantém uma plataforma gratuita com catálogo voltado a educadores. Entre os filmes ligados ao eixo educacional estão Escrevendo a Vida – Annie Ernaux pelos Olhos dos Estudantes, Aprender, Lendo o Mundo, A Fabulosa Máquina do Tempo e produções brasileiras de curta-metragem incluídas na programação educacional.

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