Ex-secretário do Audiovisual, Orlando Senna, morre aos 86 anos
Cineasta dirigiu o clássico "Iracema: Uma Transa Amazônica"
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(Foto: Divulgação)
O diretor, roteirista e ex-secretário do Audiovisual Orlando Senna, morreu nesta terça-feira (9) aos 86 anos. Conhecido internacionalmente por codirigir Iracema: Uma Transa Amazônica (1975) ao lado de Jorge Bodanzky, o cineasta teve sua morte confirmada por sua sobrinha Indra Senna, nas redes sociais. A causa não foi divulgada.
"Um homem que dedicou sua vida à arte, à cultura, à liberdade e à construção de um mundo mais humano e sensível", escreveu ela. "Um homem que, com sua imensa generosidade, abriu portas para mim e para tantas outras pessoas, sempre incentivando, acolhendo e criando conexões com nossos sonhos. Quem teve a oportunidade de conhecê-lo sabe da sua doçura, do seu humor, da sua inventividade e da forma positiva com que enxergava a vida e as pessoas."
Senna nasceu em Afrânio Peixoto (BA) e estreou como roteirista e diretor em Iracema. O longa, que é considerado um clássico e uma das obras mais importantes do audiovisual no país, mistura ficção e documentário para retratar a realidade da região amazônica durante a construção da rodovia Transamazônica.
No cinema, ele também dirigiu Diamante Bruto (1978), A Idade da Água (2018) e Longe do Paraíso (2020), e foi roteirista de Coronel Delmiro Gouveia (1978), Ópera do Malandro (1985) e Iremos a Beirute (1998), entre outros.
Durante o primeiro governo Lula (2003-2006), ocupou o cargo de secretário nacional do Audiovisual e dirigiu a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) durante o período da criação da TV Brasil. O cineasta também foi diretor do Centro de Dramaturgia do Instituto Dragão do Mar, em Fortaleza (CE), e exerceu a função de diretor de programação da Cinebrasiltv. Ao lado de Gabriel García Márquez e Fernando Birri, participou da fundação da Escola Internacional de Cinema e Televisão, sediada em San Antonio de Los Baños, em Cuba.
Em nota oficial, o Ministério da Cultura declarou que as iniciativas lideradas pelo ex-secretário auxiliaram a "ampliar o acesso à produção audiovisual brasileira e a fortalecer a comunicação pública no país".