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22 Julho 2026 | Redação

Morre no Rio de Janeiro o cineasta Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos

“Barretão”, como era conhecido, foi responsável por dezenas de obras fundamentais para a cinematografia brasileira

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(Foto: Divulgação)

O Brasil perdeu nesta quarta-feira (22/7) um dos principais nomes da história de seu cinema. O cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto, que estava com 98 anos, faleceu no Rio de Janeiro (RJ), onde estava internado há dois dias, tratando infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.
 
Jornalista e fotógrafo de formação, “Barretão”, como era conhecido, dedicou mais de seis décadas ao audiovisual nacional e foi um dos protagonistas do Cinema Novo. Ao lado de sua esposa, Lucy Barreto, fundou em 1963 a LC Barreto, produtora responsável por algumas das obras mais marcantes do cinema nacional e pela projeção internacional da produção brasileira.
 
Nascido em 1928, em Sobral (CE), Barreto passou a infância na capital cearense. Em 1947, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como fotojornalista para importantes publicações da época, como a revista O Cruzeiro. Ao conhecer Glauber Rocha, ingressou no universo cinematográfico.
 
Foi roteirista de Assalto ao Trem Pagador (1962) e diretor de fotografia em Vidas Secas (1963) – que chegou a disputar a Palma de Ouro no Festival de Cannes – e Terra em Transe (1967). Ao longo dos anos 1970, se estabeleceu como produtor de cinema, atuando fortemente também nas articulações políticas para o desenvolvimento da indústria audiovisual brasileira.
 
Ao lado de Lucy e dos filhos Paula, Fabio e Bruno Barreto, foi responsável por dezenas de obras fundamentais para a cinematografia brasileira, incluindo os campeões de bilheteria e os concorrentes ao Oscar O Quatrilho (1995) e O Que É Isso, Companheiro (1997). Entre outros títulos produzidos por ele estão Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), Bye Bye Brasil (1979), O Beijo no Asfalto (1980), Inocência (1983) e Memórias do Cárcere (1984). Mais recentemente, produziu obras inspiradas em figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula, o Filho do Brasil, de 2009) e o maestro João Carlos Martins (João, o maestro, de 2017).
 
De acordo com Paula, a saúde do pai vinha se deteriorando desde 2024, quando ele sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará. O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Memorial do Caju.
 
*Com informações de CNN, Folha de S. Paulo, G1 e UOL




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