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22 Julho 2026 | Yuri Cavichioli

Academia Brasileira de Cinema abre inscrições para representante do Brasil no Oscar

Filmes elegíveis podem ser inscritos até 10 de agosto; anúncio do escolhido será em setembro

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(Foto: Divulgação)

A corrida brasileira para o Oscar 2027 já começou. A Academia Brasileira de Cinema abriu nesta terça-feira (21/7) as inscrições para os longas-metragens que disputarão a vaga de representante do país na categoria de Melhor Filme Internacional na 99ª edição do prêmio da Academy of Motion Picture Arts and Sciences (AMPAS). A cerimônia está marcada para 14 de março.



Como entidade responsável pela seleção oficial do Brasil, a Academia receberá inscrições até 10 de agosto. Podem participar filmes lançados comercialmente entre 1º de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, desde que tenham permanecido em cartaz por pelo menos sete dias consecutivos em um cinema comercial com venda de ingressos. A escolha do representante brasileiro será feita em duas etapas: uma pré-lista com seis títulos será definida em 9 de setembro, e o filme selecionado será anunciado em 16 de setembro.

Entre os materiais exigidos na inscrição estão o Certificado de Produto Brasileiro (CPB), documento emitido pela Ancine que comprova a nacionalidade da obra, além de comprovantes da exibição comercial, sinopse, ficha técnica, trailer, cartaz, press kit e fotografias. Caso os produtores não sejam associados à Academia Brasileira de Cinema, será cobrada uma taxa de inscrição de R$ 1 mil.

Além das regras nacionais, os candidatos também precisam atender aos critérios definidos pela AMPAS para disputar uma vaga no Oscar. A principal exigência é que o longa tenha mais de 40 minutos de duração e seja produzido fora dos Estados Unidos, com mais de 50% dos diálogos em idioma diferente do inglês. Animações e documentários também podem concorrer na categoria.

Obras exibidas em televisão aberta, TV por assinatura, vídeo sob demanda (VOD), streaming, DVD ou até em sistemas de entretenimento de companhias aéreas antes do lançamento comercial deixam de ser elegíveis.

Após a escolha brasileira, o filme passa a disputar uma vaga entre os 15 semifinalistas definidos pela Academia de Hollywood. Na etapa seguinte, os membros habilitados da instituição assistem aos títulos classificados e escolhem os cinco indicados ao Oscar de Melhor Filme Internacional.

Até chegar à vitória de Ainda Estou Aqui, o Brasil havia disputado a categoria em quatro ocasiões: com O Pagador de Promessas, indicado em 1963; O Quatrilho, em 1996; O Que É Isso, Companheiro?, em 1998; e Central do Brasil, em 1999. O filme de Walter Salles encerrou o jejum ao conquistar o primeiro Oscar brasileiro de Melhor Filme Internacional em 2025. No ano seguinte, O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, também chegou à lista dos cinco indicados, mas o prêmio ficou com a produção norueguesa Valor Sentimental (Sentimental Value).

O regulamento também estabelece que cada país pode indicar apenas um filme por edição. Além disso, o país responsável pela inscrição deve confirmar que o controle criativo da produção esteve majoritariamente nas mãos de cidadãos, residentes ou pessoas com status de refugiado ou asilo daquele território. Caso essas informações estejam incompletas ou incorretas, a candidatura poderá ser considerada inelegível.

A lista completa das regras para a categoria de Melhor Filme Internacional e os procedimentos de inscrição estão disponíveis no site da Academia Brasileira de Cinema.

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