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06 Abril 2020 | Fernanda Mendes

Bilheteria global pode perder US$ 10 bilhões até fim da pandemia

Analista fala sobre cenário atual e próximos meses no mercado de cinema

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(Foto: Divulgação)

Os números dos primeiros três meses de 2020 já calculam uma perda para a bilheteria global de US$ 4,7 bilhões em comparação ao mesmo período dos últimos três anos. E, ainda é esperado que haja mais uma baixa de US$ 5 bilhões se houver mais dois meses de paralisação dos cinemas. A informações são da Gower Street Analytics, que trabalhou em parceria com a Comscore.

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Detalhadamente, as perdas neste primeiro trimestre se dividem da seguinte maneira: US$ 2,2 bilhões na China, US$ 900 milhões nos EUA e Canadá e US$ 1,6 bilhão no resto do mundo.

O ano, no entanto, começou forte com um aumento de 12% no fim de janeiro em comparação com 2019, devido a títulos como Bad Boys Para Sempre (Sony) que fez US$ 425 milhões globalmente. Em fevereiro, a bilheteria também se manteve firme, liderada por Sonic: O Filme (Paramount).

Por si só, março não seria um mês forte na bilheteria mundial. E isso foi ainda pior com o fechamento dos cinemas. A América do Norte sozinha sofreu uma queda de 74% em relação ao ano passado, arrecadando US$ 255,7 milhões de 1 a 19 de março, em comparação com US$ 967,8 milhões em todo o mês de março de 2019.

O CEO da Gower Street Analytics, Dimitrios Mitsinikos, que trabalhou por oito anos na Universal Pictures, falou em entrevista ao Screen Daily que acredita que seja melhor que os distribuidores prefiram lançar seus filmes ainda no segundo semestre, do que adiar ainda mais.

“É importante lembrar que os produtores precisam de seus dinheiros de volta o mais rápido possível, porque eles têm empréstimos para pagar”, contou. “Os estúdios também vão querer recuperar a maior parte de seu dinheiro dos cinemas neste ano, porque não querem gastar seu dinheiro em marketing em 2020 e só receber a receita em 2022”.

Para ele, aqueles que lançarem filmes logo no começo da reabertura dos cinemas, farão grande negócio, pois o restante dos longas está programado para outubro em diante. Além disso, ele acredita que as majors só irão querer lançar um filme após 85% do circuito global reaberto. Por isso mesmo, Mitsinikos acredita que os títulos locais podem se sair bem neste sentido.

“Minha preocupação principal é sobre o que acontecerá quando os cinemas reabrirem, porque não será mais o mesmo negócio. Será um período de transição que pode durar semanas ou meses. Isso depende do setor, mas ninguém viveu isso antes. Estamos todos em águas desconhecidas”, finalizou.

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