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28 Julho 2020 | Fernanda Mendes

Brasil será representado em Veneza com documentário sobre prisão de Caetano Veloso

Organização do Festival anunciou hoje (28) os selecionados para a mostra competitiva e as paralelas

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(Foto: Divulgação)

O Festival de Veneza anunciou os filmes selecionados para a edição deste ano, que acontece entre os dias 2 e 12 de setembro. O evento se consagra como o primeiro a ser realizado presencialmente desde o início da pandemia do Covid-19.

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Entre as mostras, o único representante brasileiro é o documentário Narciso em Férias, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968. O filme participa da seção oficial Out of Competition.

Escrito e dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, o filme é uma realização Uns Produções, produzido por Paula Lavigne, e coproduzido pela VideoFilmes, de Walter Salles e João Moreira Salles. Ainda sem distribuidora no Brasil.

No longa, Caetano Veloso relembra sua prisão na Ditadura Militar, quando ele e Gilberto Gil foram retirados de suas casas em São Paulo por agentes à paisana no dia 27 de dezembro de 1968, 14 dias depois de decretado o AI-5. Sem receber explicações do regime, foram levados ao Rio de Janeiro, deixados em duas solitárias por uma semana e depois transferidos para celas. A censura prévia impediu os jornais de divulgarem suas prisões. Cinquenta e dois anos depois, Caetano relata o período mais duro de sua vida e reflete sobre os 54 dias que passou encarcerado.

"Estamos felizes e honrados de iniciar a trajetória do filme pelo Festival de Veneza, que é ao mesmo tempo o primeiro festival de cinema do mundo e o primeiro que será presencial no mundo pós-pandemia. É um evento histórico que pode apontar como será o cinema nessa nova realidade. Para nós, faz todo sentido que a estreia seja lá. 'Narciso em Férias' é um filme que fala do passado do Brasil, por meio das memórias de Caetano Veloso sobre sua prisão na ditadura, mas também tem muito a dizer sobre o presente do país", explica o diretor e roteirista Ricardo Calil.

Entre outros destaques de Veneza está Nomadland, longa produzido pela Searchlight Pictures e estrelado por Frances McDormand. O filme, aliás, terá estreia simultânea em Veneza e Toronto, dia 11 de setembro. Nomadland e The World To Come, da Sony, são os únicos hollywoodianos na mostra competitiva do Festival de Veneza.

Na pré-estreia do evento mais uma surpresa: um filme gravado durante o lockdown na Itália será exibido. Molecole, do cineasta veneziano Andrea Segre, foi filmado entre fevereiro e abril.

Já a estreia do Festival contará com o screening de Lacci, adaptação do romance homônimo de Domenico Starnone, dirigida por Daniele Luchetti.

O diretor artístico do Festival, Alberto Barbera, manteve intacta a seleção de filmes do evento, tanto em termos da estrutura da programação quanto do número de títulos - são aproximadamente 60 - que serão lançados na principal mostra competitiva e nas paralelas.

Para ver a lista completa dos selecionados, clique aqui.

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