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24 Fevereiro 2021 | Renata Vomero

Parte dos estúdios não está revelando bilheteria de seus títulos nos EUA

Não se sabe quanto "Nomadland" e "Minari" arrecadaram nos cinemas do país

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(Foto: Disney)

A pandemia inaugurou algo inédito e preocupante com relação à tradicional transparência dos resultados de bilheteria dos filmes em cartaz. Desde seu início e agravamento nos EUA, alguns estúdios não estão compartilhando o faturamento de seus títulos.

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Segundo informações do The Hollywood Reporter, isso vem acontecendo por um temor dos lançamentos serem julgados de acordo com sua performance no cenário atual, com 60% do circuito exibidor do país fechado.

O caso mais recente é de Nomadland, da Searchlight Pictures, de propriedade da Disney. Um dos filmes mais aguardados do momento, dado seu favoritismo na temporada de premiações, teve lançamento limitado há duas semanas nas salas Imax, que não divulgaram o resultado, e expansão do circuito neste fim de semana, também sem compartilharem informações sobre o desempenho do longa. O mesmo vem ocorrendo com Minari, da A24, na região.

No geral, as majors de Hollywood continuam abrindo normalmente as performances de seus filmes. No entanto, algumas mudanças estão acontecendo na forma como esses números estão sendo divulgados.

A Warner, por exemplo, desde o lançamento de Tenet, vem divulgando seus resultados diretamente em comunicado para a imprensa aos domingos, sem relatar seus dados à Comscore, que reúne os resultados da região. Segundo informações, isso está sendo feito para evitar que os concorrentes vejam esses valores. A mesma medida foi adotada pela Sony.

Essa movimentação preocupa o setor, já que a transparência é algo tradicional entre os estúdios e de extrema importância para o funcionamento de toda a indústria. É justamente esta uma das reclamações do setor quanto às produções dos streamings, tanto as lançadas nos cinemas, quanto nas plataformas, que não contam com divulgação aberta de seus resultados de audiência. Inclusive, na Europa, os cineastas estão lutando por essa transparência, por julgarem que isso atrapalha suas negociações com essas empresas.

 "Qualquer estúdio que retém performances de bilheteria apresenta um enigma. Seria muito preocupante que tais táticas se tornassem parte da nova normalidade conforme a indústria se recuperasse. No final do dia, os fatos devem sempre ter precedência sobre a óptica controlada”, afirmou Shawn Robbins, analista-chefe da Box Office Pro ao The Hollywood Reporter.

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