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08 Junho 2026 | Redação

Califórnia, Nova Iorque e outros estados dos EUA preparam ação judicial contra fusão Paramount-Warner

Ações das empresas caíram após divulgação da movimentação dos estados

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(Foto: Reprodução)

Califórnia, Nova Iorque e outros Estados dos EUA estão preparando uma ação judicial que deverá ser protocolada nas próximas semanas para bloquear a compra da Warner pela Paramount, em um negócio avaliado em US$ 110 milhões. Apesar das críticas e incertezas sobre a fusão, a Paramount prometeu manter ambos os estúdios e produzir no mínimo 30 filmes para cinema anualmente após a conclusão do acordo. As informações são da Reuters.
 
Na última quinta-feira (4), o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, criticou o que chamou de "abdicação" do presidente Donald Trump e das agências federais antitruste, que possuem mais recursos do que os governos estaduais. O político democrata liderou a mobilização entre os Estados, prometendo uma investigação logo após a Paramount anunciar a aquisição da Warner e vencer a concorrência da gigante do streaming Netflix.
 
Processos judiciais que visam bloquear fusões nos Estados Unidos não são uma novidade e nem sempre são bem-sucedidos, mas podem atrasar a conclusão dos negócios por meses se um juiz emitir uma ordem suspendendo a fusão enquanto o processo estiver em andamento. Caso o negócio não seja concluído, a Paramount já concordou em pagar uma taxa aos acionistas, a partir de outubro, que totalizam US$ 6,9 milhões por dia.
 
Apesar das tentativas em barrar o negócio, analistas ouvidos pela Reuters afirmaram que as conexões políticas da Paramount e outros fatores devem facilitar a obtenção da aprovação regulatória dos órgãos antitruste federais nos EUA. O pai do CEO da Paramount, David Ellison, o bilionário cofundador da Oracle, Larry Ellison, cultivou laços com Trump. Fontes ouvidas pelo veículo também destacaram que o Departamento de Justiça dos EUA deverá tomar uma decisão sobre o acordo em breve, lembrando que no final de março foram enviadas intimações solicitando informações sobre como a fusão afetaria a produção dos estúdios, os direitos de conteúdo, a concorrência no streaming e as salas de cinema.
 
Após a notícia sobre a mobilização dos Estados, as ações da Warner registraram uma queda de 3,6%, enquanto as da Paramount tiveram uma baixa de 6,7%. Um porta-voz da Paramount disse que o acordo traria maior concorrência e que se opor a ele significa dar a empresas consolidadas como a Netflix uma vantagem que elas não merecem. "Continuaremos a lutar contra qualquer tentativa de sabotar um acordo que beneficia claramente os consumidores, os criadores e a indústria como um todo."
 
Ainda em meio às incertezas, o acordo que uniria dois dos quatro maiores estúdios de Hollywood, atraiu críticas de atores, roteiristas e outros profissionais da indústria cinematográfica que temem a perda de empregos. Donos de cinemas também se opõem à fusão, argumentando que isso reduzirá a oferta de filmes nos cinemas, diminuindo a concorrência.

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