Exibidor

Publicidade

Notícias /mercado / Ásia

10 Junho 2016 | Verônica Domingues

China é um mercado promissor para o desenvolvimento de narrativas em realidade virtual

Parceria entre a VRC e a Hengxin Mobile Business reflete tendência da indústria chinesa

Compartilhe:

"Perdido em Marte" teve uma bem-sucedida experiência em realidade virtual (Foto: Fox)

A Virtual Reality Company – VRC está conquistando novos mercados no mundo. Depois de anunciar uma parceria com a D-Box, a empresa conseguiu um investimento de US$ 23 milhões da Hengxin Mobile Business, assegurando-se como distribuidora de conteúdo em realidade virtual na China.

Publicidade fechar X

Esse dinheiro será utilizado para a criação de um fundo dedicado ao financiamento de novos projetos. Empresas como a Rothenberg Ventures e a Elementum Ventures, assim como o vocalista do Metallica James Hetfield, também fizeram suas contribuições. Com isso, a VRC dispõe de US$ 25 milhões para suas produções. Por enquanto, está em desenvolvimento um programa voltado à família criado em parceria com o acionista Steven Spielberg.

Entretanto, a contribuição da Hengxin ultrapassa os US$ 23 milhões investidos. A empresa especializada em serviços mobile também criará um portal online para o conteúdo em realidade virtual, atuando como uma porta para a VRC distribuir esse material na China.

Protagonismo chinês

De acordo com Guy Primus, CEO da VRC, a China cresce mais em termos de produção de conteúdo do que os Estados Unidos. O país asiático investe em diversas frentes, não apenas em cinema.

No último mês, a Jaunt se uniu a Shanghai Media Group e a China Media Capital para produzir diferentes conteúdos em realidade virtual focados em uma audiência global. Até o momento, está previsto um tour virtual por Xangai chamado de “The Voice of China”.

Estima-se que o mercado de realidade virtual chinês cresça 36 vezes nos próximos quatro anos, alcançando a marca de US$ 8,5 milhões. As três gigantes chinesas Alibaba Group, Tencent Holdings e Baidu estão semeando diversas startups VR e criando plataformas de conteúdo.

Cenário promissor

Embora ainda polêmica, a realidade virtual tem se mostrado uma tendência de mercado. A VRC, por exemplo, ganhou destaque na indústria com uma ação desenvolvida para o filme Perdido em Marte, em que os espectadores conseguem sentir como seria explorar o planeta. Outros blocksbusters também se utilizaram da técnica, como A Travessia, Mogli- O Menino Lobo e As Caça-Fantasmas.

Neste mês, o Canadá anunciou a abertura do primeiro cinema em realidade virtual do país. Chamado de Vivid VR e sediado em Toronto, o complexo comporta 20 espectadores. Por US$ 20 o ingresso, cada um recebe o seu próprio óculos Samsung Gear VR e aproveita os programas que podem durar três, cinco ou dez minutos. Por enquanto, o espaço funcionará por dois meses dentro da galeria de arte Milk Glass Co mas, se tudo der certo, abrirá permanentemente ainda em 2016.

A IMAX também apresenta novidades na área. A companhia se uniu a Google para o desenvolvimento de uma câmera de alta resolução de realidade virtual para cinema. Além disso, a parceria também permitirá a criação do primeiro espaço VR em Las Vegas, ainda este ano. Ao mesmo tempo, o cineasta Michael Bay também pretende produzir um conteúdo original em realidade virtual para a IMAX.

No Brasil, a realidade virtual também está ganhando espaço. Durante a Semana ABC, profissionais do audiovisual discutiram o futuro dessa tecnologia, sobretudo com base em trabalhos desenvolvidos para o Museu do Amanhã, para a São Paulo Fashion Week e para a Ivete Sangalo, além do documentário Rio de Lama. O assunto também foi debatido durante o Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX no início de junho.

Compartilhe:

  • 0 medalha