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06 Junho 2016 | Vanessa Vieira

Evento em Minas Gerais recebe lançamento nacional do Cine Virtual

Empresa chega ao mercado com objetivo de levar o filme 360º para shoppings, cinemas e outros espaços

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(Foto: Arquivo pessoal, Facebook Guto Aeraphe)

Entre 1º e 5 de junho, a cidade de Belo Horizonte (MG) recebeu a primeira edição da Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX, evento dedicado especialmente às áreas de produção e distribuição de conteúdo nacional. Além de painéis, palestras e da mostra “Imagem em Construção”, o encontro ainda contou com o lançamento nacional do Cine Virtual, iniciativa que quer levar a experiência de se assistir filmes em 360º para locais com aglomerações como shoppings, cinemas, festivais, entre outros. “A proposta inicial não é ter uma sala de cinema, mas que o projeto seja itinerante”, afirmou o cineasta Guto Aeraphe, fundador do Cine Virtual, em entrevista ao Portal Exibidor. A empresa hoje tem sede em Itaúna, Minas Gerais.

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Segundo Danielle Andrade, sócia da iniciativa, o conteúdo 360º é “produzido com seis câmeras simultaneamente e que o espectador consegue assistir como se estivesse dentro do filme”. Aeraphe, fundador do Cine Virtual, contou que o projeto tem aproximadamente 6 meses e que o principal desafio dramático do conteúdo é que “agora eu tenho que posicionar o espectador dentro da cena e ele tem a liberdade de ver o que quiser, o que torna a experiência 360º tão grande”. Quanto à diferença entre filme 360º e realidade virtual, Aeraphe informou que o espectador no 360º está preso no próprio eixo, enquanto na realidade virtual ele é livre para sair desse eixo.

Para a MAX, o Cine Virtual preparou um estande com equipamento – composto por cadeiras giratórias, óculos semelhantes aos de realidade virtual, celulares e fones de ouvido – e um vídeo-experimento chamado Bloody Mary. No curta o espectador acompanha uma pequena história de terror. Danielle, inclusive, defendeu que o experimento é o primeiro do tipo no Brasil.

Embora Bloody Mary fosse exibido no lançamento da iniciativa no evento mineiro, o curta não deve ser utilizado nas próximas experiências do Cine Virtual. A ideia, de acordo com Guto Aeraphe, é continuar com um projeto de curta-metragem já em andamento chamado Link. O novo experimento em filme 360º levaria o espectador para uma história na qual um psicopata ataca por meio de redes sociais e um detetive tem de salvar vítimas e pegar o criminoso. “Link será interativo e terá três finais diferentes”.

O cineasta ainda apontou que o curta terá em média sete minutos de duração, o que favorecerá a rotatividade de espectadores e evitará qualquer possível mal-estar por uso prolongado do equipamento. O custo do ingresso para experimentar a novidade girará em torno de R$ 10.

Filme 360º e exibidores

Entre as possíveis parcerias nas quais o Cine Virtual está estudando, o cinema está incluso devido à quantidade de pessoas que circulam por ele. Aeraphe afirmou que uma ação conjunta em lobby de complexos cinematográficos é possível. “Há algumas distribuidoras que começaram a produzir trailers em 360º, além do trailer tradicional”, comentou.

Veja a cobertura completa da Minas Gerais Audiovisual Expo e confira abaixo um vídeo do experimento do Cine Virtual no evento:

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