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28 Abril 2026 | Yuri Cavichioli

Filme com selo Sony que terá Django e Zorro ganha novo roteirista

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A Sony voltou a movimentar Django/Zorro, projeto em desenvolvimento há anos que pretende levar aos cinemas o crossover entre o caçador de recompensas de Django Livre e o lendário espadachim mascarado. Segundo o Deadline, o estúdio escalou Brian Helgeland, vencedor do Oscar por Los Angeles - Cidade Proibida (1997), para escrever o roteiro do longa. Embora Quentin Tarantino não esteja diretamente envolvido na produção, a publicação afirma que o cineasta deu sua aprovação ao projeto, que segue em estágio inicial de desenvolvimento.

A adaptação parte da série de sete edições em quadrinhos publicada em 2014, escrita por Tarantino em parceria com Matt Wagner e lançada pela Dynamite Entertainment. Na história, Django cruza caminho com Don Diego de la Vega e os dois passam a atuar juntos em uma trama marcada por vingança e ação. Segundo o site, o novo roteiro deve seguir a base desse material, mas com foco em um Zorro mais jovem.

O projeto circula em Hollywood há mais de uma década. Após a publicação dos quadrinhos, em 2014, uma adaptação começou a ser discutida e ganhou um primeiro avanço em 2019, quando Jerrod Carmichael foi ligado ao roteiro. Na época, o próprio escritor disse ver obstáculos práticos para tirar o crossover do papel, e o projeto perdeu fôlego nos anos seguintes, também em meio à pandemia. Agora, com Brian Helgeland assumindo uma nova versão do texto, a iniciativa volta a avançar na Sony.

O longa funcionaria, em certa medida, como continuação do universo de Django Livre, lançado em 2012. Dirigido por Tarantino e estrelado por Jamie Foxx, o faroeste arrecadou mais de US$ 425 milhões mundialmente, com orçamento estimado em US$ 100 milhões, além de conquistar dois Oscars (roteiro original e ator coadjuvante para Christoph Waltz).

Do lado de Zorro, a nova produção se conecta a uma propriedade de longa trajetória no cinema. A versão mais lembrada do personagem é A Máscara do Zorro (1998), com Antonio Banderas, que arrecadou cerca de US$ 250 milhões globais. A sequência, A Lenda do Zorro (2005), teve desempenho mais modesto, com aproximadamente US$ 142 milhões. O novo projeto, porém, indica um caminho diferente ao combinar o personagem com uma IP já estabelecida por Tarantino.

A movimentação também reforça o apetite dos estúdios por releituras baseadas em propriedades conhecidas e cruzamentos de franquias. Para a Sony, o avanço de Django/Zorro representa a retomada de um projeto que parecia engavetado e que agora reaparece com novo roteirista, bases criativas reorganizadas e a possibilidade de transformar um experimento dos quadrinhos em potencial ativo cinematográfico.

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