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06 Junho 2016 | Vanessa Vieira

Com 12 salas, Circuito Spcine recebeu quase 25 mil espectadores em dois meses

Spcine e Cine 14 Bis apresentam resultados do circuito público de cinema na Minas Gerais Audiovisual Expo

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(Foto: Portal Exibidor)

Durante o último dia com painéis e palestras na programação da Minas Gerais Audiovisual Expo – MAX, um dos principais destaques foi a apresentação da iniciativa Circuito Spcine e suas salas públicas de cinema. O evento foi realizado na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte (MG) entre 1º e 5 de junho e teve no dia 3 seus últimos painéis e debates, dedicando 4 e 5 de junho à mostra “Imagem em Construção”.

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A apresentação “Estratégia de Mercado: Circuito Spcine” contou com Ana Louback, coordenadora de difusão da Spcine, e Mauri Palos, diretor da Cine 14 Bis, que hoje é responsável pela operação das salas da entidade paulista. O Circuito Spcine foi oficialmente lançado em 30 de março com as inaugurações das salas dos CEUs Butantã e Meninos. Atualmente o circuito público de cinema já conta com 12 salas abertas incluindo a do Cine Olido, que cobra preços populares pelos ingressos diferentemente dos CEUs, que oferecem as sessões com entradas subsidiadas e, portanto, gratuitas.

Durante o painel, Ana pontuou alguns dados de pesquisa promovida pela JLeiva em 2014 por meio da qual se descobriu que pelo menos 10% da população da capital paulistana nunca foi ao cinema. Dessa porcentagem, 30% são cidadãos das classes D e E. Além disso, maioria das salas de exibição estão concentrada nas regiões centrais de São Paulo, sendo que 85% dos complexos são multiplexes. A executiva da Spcine aproveitou para listar alguns dos objetivos das salas da entidade como a ampliação do acesso ao cinema e do número de telas para a produção nacional, bem como a formação de público espectador. Ana também informou que a Spcine estuda possibilidades de monetização das salas por meio da própria bilheteria, de publicidade em tela e patrocínios.

Palos, por sua vez, destacou que o Circuito Spcine também pode ajudar no combate à pirataria já que propicia a ampliação do acesso ao cinema como mencionou Ana. “Estamos levando a experiência do cinema para as comunidades”, comentou Mauri Palos. Além disso, o exibidor explicou também que um dos fatores que tornaram o projeto do circuito possível foi a decisão de se adaptar espaços já existentes em vez de construir novos. “Se fosse para fazermos o investimento todo em infraestrutura, talvez o orçamento fosse duas ou três vezes maior do que o atual”. Por enquanto o investimento previsto para este ano é de R$ 14 milhões, sendo um custo de R$ 737 mil por sala. A expectativa é de que o projeto chegue a um total de 20 salas ainda neste ano.

O diretor da Cine 14 Bis defendeu ainda que as salas Spcine não devem ser tratadas como um “circuito alternativo” de exibição, mas sim como um circuito normal de cinema. “O ingresso é subsidiado, os direitos de exibição dos filmes são pagos às distribuidoras normalmente”.

Os resultados do Circuito Spcine até o momento são de 12 salas já em funcionamento e digitalizadas, 421 sessões realizadas e 24,9 mil espectadores. Ana Louback frisou que a taxa de ocupação média entre abril e maio deste ano foi de 24,5%, um pouco acima da média geral do mercado exibidor que gira em torno de 20% e 22%. Porém, a meta da iniciativa paulista é de chegar a uma taxa média de 30%.

Confira a cobertura completa da MAX e também a matéria sobre o Circuito Spcine na 21ª edição da Revista Exibidor.

 

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