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06 Abril 2016 | Vanessa Vieira

Executiva do Cine Lúmine conta trajetória de enfermeira à exibidora

Para Mariá Bastos, observação foi elemento-chave para se adaptar ao mercado cinematográfico

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(Foto: Arquivo pessoal, Mariá Bastos)

A paixão pelo cinema começou na infância para Mariá Bastos, proprietária do Cine Lúmine, que conta ter conhecido o cinema na escola, quando um professor, que era também exibidor, levava recortes de película 35mm para os alunos.

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Apesar de gostar muito do cinema, Mariá também tinha o sonho de ser enfermeira, profissão em que atuou por anos, inclusive chegando a trabalhar com instrumentação cirúrgica. A parte da trajetória da executiva na área médica foi interrompida quando ela optou por se dedicar integralmente ao cuidado dos três filhos. “Foi um período de 10 anos, depois mudamos de cidade, viemos para Penópolis e tive a oportunidade de abrir o cinema. Como eu e meu marido gostamos muito de cinema e queríamos fazer algo diferente, achamos que poderíamos enfrentar esse desafio. Não foi nada fácil”, comenta. Hoje, os filhos ajudam com o cinema, inclusive o mais novo, com 15 anos, que tem incorporado ações inovadoras para a região.

Mariá aponta que o mercado tem um lado competitivo que tornou complicado o início de sua empreitada, mas que também tem pessoas do setor que estão dispostas a ensinar e que a ajudaram. Para ela, as habilidades mais necessárias ao profissional que queira trabalhar com essa área são a observação e o jogo de cintura, que teriam auxiliado a executiva a aprender os detalhes do negócio de gerir um cinema.

A proprietária do Cine Lúmine ainda acredita que a paixão é algo essencial para se manter em um mercado como este. “O cinema é imortal para mim. Tanto é que a gente morre e o cinema continua, essa é uma arte perfeita mesmo. Uma cidade não pode ficar sem cinema de jeito nenhum”.

Mariá Bastos contou falou sobre sua trajetória à Revista Exibidor em sua 20ª edição. Confira agora algumas respostas da executiva na íntegra em edição especial para o Portal Exibidor:

Qual foi o maior desafio que enfrentou no mercado?

Foi tomar a decisão de sair de Penápolis e ir para São Paulo conhecer as distribuidoras e os programadores. Eu queria muito que eles me conhecessem para verem a maneira transparente com a qual trabalho. Só que eu tinha muito medo de São Paulo, ficava imaginando que eu ia me perder.

Um dia fui ao prédio da Warner e consegui me “virar”, daquele dia em diante é um grande prazer chegar em São Paulo ou em qualquer evento porque eu sei que vou aprender cada vez mais. Além disso, ir às distribuidoras fez uma grande diferença para o negócio.

E a maior dificuldade?

A maior foi o primeiro contato com alguns fornecedores de equipamentos cinematográficos que acabaram nos vendendo projetores sucateados devido à nossa inexperiência e má assessoria. Isso quase inviabilizou a permanência do Cine Lúmine no mercado. Também enfrentei uma dificuldade inicial para conseguir lançamentos das distribuidoras, mas as visitas ajudaram.

Você escolheu o cinema ou o cinema te escolheu?

Eu acho que isso já estava em mim porque quando eu ia no cinema, sempre era o melhor lugar que eu estive na vida. A telona faz com que você resgate as suas raízes, as suas histórias. Eu posso sair do cinema, eu posso deixar de trabalhar com o cinema, mas ele nunca vai sair de mim.

Veja também as entrevistas com Andrea Puppo, da CinemarkBeatriz Passos, da MoviecomBeatriz Schimidt, do Espaço ItaúBettina Boklis, da CinemarkCamila Pacheco, da FoxCristiana Rodrigues, da Downtown FilmesJuliana Ribas, da Universal, e Luciana Falcão, da Paramount.

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